Duque de Caxias

João Carpalhau

A gente coloca a Baixada no gibi.

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Rebeca Araujo dos Santos

Quando é algo que você gosta, todo sacrifício vale a pena.

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Reinilton Ramos Villas Boas

Se fosse em outro lugar, acho que não teria a sorte grande que tive em Duque de Caxias.

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Terceiro município mais populoso da Região Metropolitana do Rio, depois da capital e de São Gonçalo, o município da Baixada Fluminense tem uma população de 886.917 pessoas (projeção de 2016), que se distribuem em 467 km2 e quatro distritos: Duque de Caxias, Campos Elíseos, Imbariê e Xerém.

O município tem um PIB per capita de R$ 32.645 (IBGE, 2014) e 10% da população está abaixo da linha da pobreza — ou seja, vive com até R$ 140 mensais. Apesar de ser a mais industrializada, Caxias não perdeu a sua condição de cidade dormitório: 30% da população ocupada trabalha em outros municípios. A renda média é de R$ 824 e 39% dos trabalhadores são informais.

Caxias está entre os cinco piores da RMRJ no que diz respeito a segurança pública, com uma taxa de 52 homicídios por 100 mil habitantes. A grande maioria dos moradores conta com rede de água (86%) mas só 45% conta com esgoto.

O distrito de Caxias formou-se em 1931, com sede na antiga Estação de Meriti, pertencente ao então município de Nova Iguaçu. Em 1943, o lugar foi elevado à categoria de município, com o nome de Cidade de Duque de Caxias, em homenagem ao militar. A década de 40 também marcou o início de um ciclo de crescimento econômico, especialmente quando grandes complexos industriais estatais se instalaram na região.

Um deles foi a Fábrica Nacional de Motores, fundada em 1942 e que se tornaria famosa pelos caminhões Fenemê. Nos anos 50, a água abundante e a localização à beira da Baía de Guanabara fizeram com que o segundo governo do presidente Getúlio Vargas decidisse instalar ali a Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), ainda hoje em atividade. Foi nessa época que Caxias tornou-se um destino preferencial para imigrantes nordestinos.

Essa herança cultural pode ser experimentada nas barracas de culinária tradicional nas ruas da Feira de Duque de Caxias, todo domingo, no Centro. O movimento é grande, seja então para consumir acarajés, tapiocas e carnes de sol, quanto para comprar roupas, vegetais frescos – por vezes vindos de pequenos produtores de Petrópolis –, flores, animais domésticos e quase tudo o que se possa imaginar. Por entre as ruas, feirantes e passantes dizem ser é a maior da América Latina. Tombada pela Prefeitura do município, ela é considerada uma das maiores feiras livres da Baixada Fluminense e da Região Metropolitana.

Com um centro comercial dinâmico, Caxias também conta com uma cena cultural vibrante, impulsionada por ações culturais, coletivos e produtoras independentes. Caxias é sede de projetos como o Cineclube Mate com Angu e do festival Meeting of Favela, que reúne anualmente mais de 300 grafiteiros, o maior da América Latina.