Nova Iguaçu

Leonardo Barreto - Léo da XIII

Esperavam que eu fosse ser marginal. E eu consegui mudar.

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Saliel Figueira

Estou plantado em Nova Iguaçu.

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Solange Ferreira Carvalho

Outro dia me perguntaram se morava em Longe Iguaçu.

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O maior município da Baixada, com cerca de 519 mil metros quadrados de extensão, já teve compreendido em sua área os atuais municípios de Japeri, Queimados, Mesquita Belford Roxo, Nilópolis, São João de Meriti e a grande Duque de Caxias. Hoje, a população estimada do lugar que nasceu às margens do Rio Iguassú é de 797 mil pessoas.
O percentual de moradores que trabalham fora do município é de 36%; 43% são informais. A renda média é de R$ 822 e o PIB per capita, R$ 18.782. Cerca de 11% da população está abaixo da linha da pobreza – ou seja, vive com até R$ 140 mensais.
Com o passado marcado por ser rota de tropeiros, da cana-de-açúcar e do café produzido nas serras, Nova Iguaçu tinha como sua principal atividade o plantio de laranjas. Engenhos e “dourados laranjais” são cantados no hino do município, que passou a crescer com a abertura das estradas de ferro do século XIX e a inauguração da Rodovia Presidente Dutra, na década de 1950.
Hoje, tem um dos centros comerciais mais importantes do Estado do Rio de Janeiro, um polo que atrai consumidores locais e do entorno. O Centro, bem dotado de serviços tem atraído novas famílias para o município. No entanto, em áreas mais afastadas do centro, moradores enfrentam problemas de abastecimento de água, infraestrutura e saneamento básico – apenas 0,37% do esgoto do município é tratado (SNIS).
A cultura urbana, com rap, grafite e hip-hop, movimentam a cena nos bairros, assim como a presença da tradição afro com grupos de Maracatu e tendas religiosas. O lugar também é berço de projetos como o cineclube Buraco do Getúlio, que surgiu da passagem subterrânea da ferrovia para pedestres Getúlio Moura. No bairro Morro Agudo, o projeto Enraizados impulsiona a cultura da arte urbana entre jovens de uma área atingida pela violência.
Nova Iguaçu tem uma das piores taxas de homicídios da Região Metropolitana, com 63 homicídios por 100 mil habitantes, segundo dados do ISP de 2014.