Barra da Tijuca

Alexandre Petrone Vilardi Junior - Barra

A Barra não vai parar de crescer. É uma preocupação, mas também uma oportunidade.

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O bairro da Zona Oeste da cidade é marcado por uma rápida expansão populacional a partir da década de 70. Antes tomado por dunas e vegetação rasteira e frequentado por pescadores, o bairro de 4.815 hectares é um dos que mais cresceram no Rio de Janeiro, passando de 24 mil habitantes em 1980 para cerca de 136 mil em 2010, segundo o Instituto Pereira Passos (IPP).
Em 1969, o arquiteto e urbanista Lúcio Costa criou o Plano de Urbanização para o bairro, que ele acreditava que deveria ser um novo Centro da cidade. De fato, ao longo de mais de 45 anos de crescimento, a Barra tornou-se um novo pólo econômico, de população e lazer no Rio.
Durante o processo de expansão, o Plano não foi seguido na íntegra. Grandes edifícios na orla ultrapassam a especificação técnica original, que deveria ter prédios de até cinco andares para não bloquear a visão do mar. A rodovia BR-101, que virou Avenida das Américas foi idealizada como via expressa, sem os muitos sinais de trânsito e cruzamentos de hoje.
O crescimento do bairro ganhou novo impulso com a preparação da cidade para as Olímpiadas de 2016. A Barra da Tijuca recebeu muitos dos novos equipamentos esportivos, assim como obras de infraestrutura voltadas para a mobilidade urbana. Além da Vila Olímpica, a Arena Olímpica Velódromo e o Parque Aquático, a prefeitura investiu na linha 4 de metrô, e nas vias expressas TansOeste, TransOlímpica e TransCarioca, que conectam a Barra com a o aeroporto internacional e Zona Norte através de BRTs. As obras melhoraram os engarrafamentos, um dos maiores problemas para quem vive no bairro.
Ao pé de cadeias montanhosas com picos que variam entre 800 e 1200 metros, como os maciços da Tijuca e da Pedra Branca, além da Pedra da Gávea, a Barra tem sofrido com a degradação ambiental. O problema atinge principalmente as lagoas da região, que recebem esgoto sem tratamento, especialmente de assentamentos informais. O parque conta com áreas verdes na região – Bosque da Barra, Parque Chico Mendes, Reserva e Parque Ecológico de Marapendi, Parque Ecológico da Prainha, Parque Municipal Fazenda da Restinga e Parque Ambiental Mello Barreto.
Além de opções de lazer ao ar livre, a Barra da Tijuca conta com uma grande concentração de salas de cinema (32% das salas da cidade), embora apresente índices baixos com relação à oferta de museus (2%), bibliotecas (3%), centros culturais (5%) e teatros (3%). Além da praia, os espaços de encontro na Barra são os shoppings e as áreas de lazer dos condomínios de casas e prédios onde vive a maioria da população.