Com 12 milhões de habitantes e 21 municípios, a metrópole do Rio de Janeiro abriga grandes contrastes sociais, econômicos e culturais. Gente.Rio pretende apresentar e discutir essa paleta de diversidade e desigualdade.

A partir de vídeos de depoimentos e curtas temáticos, o Gente.Rio convida os moradores do Rio a contar suas histórias e refletir sobre a metrópole, compondo um panorama da região metropolitana fluminense. Da Zona Sul à Baixada; do Leste Metropolitano à Zona Oeste, o projeto ouve pessoas sobre suas experiências, expectativas e desejos em relação à cidade.

O Gente.Rio é, portanto, um banco de depoimentos, um mapa de histórias pessoais e um mosaico de narrativas que compõem uma visão ampla da metrópole. Você pode utiliza-lo como fonte para pesquisa e reportagens; como retrato de um momento específico do Rio e de seus moradores; ou como canal para conhecer melhor os diferentes territórios do Rio metropolitano.

Nos depoimentos, moradores de diferentes regiões da metrópole falam sobre suas vidas na cidade e sobre o que esperam dela. Nos curtas temáticos, contrastamos visões, experiências e expectativas de diversas pessoas sobre um mesmo assunto. Todo esse material pode ser navegado por território, por palavra-chave ou por personagem – quem decide é você.

O Gente.Rio combina recursos da história oral, do jornalismo e do documentário na realização dos seus vídeos. Com o objetivo de compreender como indivíduos experimentam e interpretam territórios, situações e modos de vida de um grupo ou comunidade, combinamos em uma matriz critérios geográficos, sociais, culturais e populacionais.

Com base nesta matriz, buscamos abranger diferentes regiões da metrópole, como o Centro, Zona Sul, Zona Oeste e Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, Baixada e Leste Fluminense. Também buscamos variedade tendo em vista critérios de gênero, cor, escolaridade, faixa de renda, ocupação, estado civil, filhos, religião, participação no mercado formal ou informal, origem , portador de deficiência e tipo de território. A pesquisa de campo também leva em conta a capacidade de expressão oral e a disponibilidade do indivíduo.

Os vídeos de depoimentos são realizados no local de residência ou de trabalho do entrevistado e versam tanto sobre sua trajetória pessoal e familiar quanto sobre suas reflexões sobre o seu bairro e cidade. Os depoimentos são estimulados por perguntas, cujo objetivo final é perceber o quanto as histórias individuais são determinadas pelas circunstâncias de um território.

O Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (IETS) é uma instituição privada, sem fins de lucro, destinada a pesquisar, propor e promover estudos, soluções e discussões sobre desafios e estratégias de desenvolvimento equitativo para o Rio de Janeiro e o Brasil.

Fundado em 1999, o Instituto se dedica a produzir e disseminar dados, estatísticas e diagnósticos sobre temas sociais e econômicos, principalmente relacionados à Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

O Gente.Rio se soma a esta missão, como um banco de histórias pessoais – contadas pelos próprios habitantes da metrópole — para descobrir e ilustrar a diversidade da cidade metropolitana do Rio de Janeiro

Coordenação

Coordenador: Manuel Thedim e Anabela Paiva
Gerente de projeto: Kelly Miranda
Editora de conteúdo: Isabela Fraga

Pesquisa

Pesquisadoras: Anna Carolina Cardoso e Yzadora Monteiro
Assistente de pesquisa: Rachel Albertino

Vídeos

Direção: Monike Mar
Fotografia: Bernard Lessa e Rodolpho Pupo
Operação de som: Leonardo Ferreira

Niterói


À beira da baía de Guanabara, Niterói foi a capital fluminense até a fusão entre os estados do Rio de Janeiro e da Guanabara, em 1975. Ao esvaziamento político e econômico, seguiu-se uma intensa ocupação imobiliária, já que a construção da Ponte Presidente Costa e Silva, tornou fáceis de atravessar os 11,9 km que separavam Niterói da Cidade do Rio de Janeiro. O resultado foi um crescimento populacional de 20,5% (IBGE) em um ano em Niterói e investimentos do mercado imobiliário nas regiões centrais e na Zona Sul, como os bairros Santa Rosa e Icaraí, além de ocupação da região Oceânica e de Pendotiba.
Assim, a partir da década de 1970, várias obras foram realizadas para adequar à cidade ao aumento da população e do trânsito: a orla de São Francisco foi alargada e reurbanizada; a Estada Velha de Itaipu foi reaberta; e foi construído o túnel Raul Veiga, que interliga São Francisco e Icaraí. A área atual do município é de 129,3 km².
Dividida em 52 bairros, a cidade é um dos principais centros financeiros, comerciais e industriais do estado do Rio de Janeiro, sendo a 12ª entre as 100 melhores cidades brasileiras para se fazer negócios. Com uma população estimada em quase 498 mil habitantes pelo IBGE, o município ostenta o mais elevado Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do estado: o do bairro de Icaraí, com 0,962, em comparação à média de 0,771 em bairros nobres da capital fluminense. O bairro concentra a população mais rica da cidade, com índice de escolaridade alto e sem presença de favelas na vizinhança. No entanto, a Praia de Icaraí sofre com a poluição e é só parcialmente recomendada ao banho.

Com belas paisagens e praias, a cidade é um destino turístico. São destaques entre os monumentos o Museu de Arte Contemporânea (MAC), projetado por Oscar Niemeyer, e o Teatro Municipal de Niterói. A Universidade Federal Fluminense (UFF) atrai estudantes de outras cidades e estados; a frequência dos estudantes aos bairros da Praça Cantareira fez com que o lugar passasse a ser chamado de “Lapa”, em alusão ao bairro boêmio do Rio.
Em 2014, a prefeitura de Niterói deu início ao Plano de Desenvolvimento para cidade, estabelecendo 30 metas a ser atingidas até 2033. Dentre os objetivos, estão ter 100% das crianças em idade pré-escolar em unidades de ensino, dotar todas as unidades de educação de internet banda larga e universalizar o acesso a saneamento básico.
Durante a Olimpíada Rio 2016, Niterói serviu de base para as delegações de remo, vela e rúgbi e acolheu competições indoor, como judô, badminton e ginástica olímpica. Foram realizadas obras de infra estrutura como a revitalização do Centro, melhorias da mobilidade urbana e aumento da capacidade hoteleira.
A construção da TransOceânica está incluída nos planos. A via terá 9,3 quilômetros de extensão, atendendo 11 bairros da Região Oceânica da cidade e transportará cerca de 80 mil pessoas por dia.